• HOME
  • LOJA
Pinterest Facebook Instagram

Desaventureiro

Um mundo sobre aventuras, contos, lembranças, poemas, sentimentos e aprendizado.





Se eu aprendi a interpretar um pouco dos meus próprios sinais, o fato de estar aqui sentado escrevendo isso é um mal sinal, mas de que alguma coisa vai melhorar. Confuso, eu sei.

---

Às 20:13 h de um Sábado, acordo em meu quarto, escuro. Percebo então que o meu pedido de morte anterior não foi atendido (novamente). 15 horas seguidas de sono e os flashes do dia anterior  ainda estavam lá, como um alerta, uma mensagem do meu inconsciente dizendo que tem uma bagunça pra ser resolvida. Respiro fundo e saio da cama.

A noite anterior parecia a última fase de uma cadeia de (auto)destruição que eu havia iniciado aquele dia. 
Ao abrir a porta da sala do meu trabalho, naquela tarde, onde o forro do teto é habitado por pardais e pombos, me deparo com um filhotinho de pardal que havia caído por uma fenda no forro, a pobre criatura ainda estava viva com a queda, não tinha penas e nem aberto os olhos ainda. Minha preocupação era o que fazer com ele já que havia meios de devolver ao ninho. Ao pedir sugestões para os colegas, as opções que me deram iam de idiotices à crueldades. Seres humanos. Eu estava só e o passarinho ainda no chão. Peguei 
uma pá e o coloquei cuidadosamente sobre ela pois não tinha coragem de pegar nele, imaginando o meu descuido o machucando. Enquanto conversava com os deuses, pedindo algum sinal do que fazer, eu desejava não ter coração pra me preocupar daquela forma, como os colegas do 2º andar. Acho que essas pessoas são felizes. 
Enquanto montava um "ninho" de folhas secas, eu falava à Hécate para me ajudar e fazer algum passarinho com bom coração alimentar aquele filhote. Cheguei a pensar que era melhor que ele tivesse morrido com a queda para não ficar sofrendo sozinho. Eu fiz um "ninho" e um círculo mágico. Quando o coloquei dentro, estava morto. Briguei com Hécate e os deuses. Era uma revolta, mas no interior um agradecimento.

---

À noite naquele mesmo dia, fiz dois amigos brigarem verbalmente, em uma mesa de bar, após ter feito uma piada que serviu de "brecha" para finalmente as "verdades engasgadas" serem ditas. Ótimo. Só não queria ter sido eu a fazer isso. Me senti mal. Segunda vez no dia que não queria ter um coração para me importar com aquilo. Mais uma vez briguei com os deuses.
Sabemos que quando o álcool sobe, todas as emoções parecem encontrar o álibi perfeito para sair e fazer seu estrago. 
Foi quando uma amiga puxou a minha mão e me afastou da mesa, para um lugar onde  ela disse tudo o que me assombrava nos últimos dias e eu mesmo negava ao pensar nisso. É o fato de eu ser um trouxa mesmo, basicamente falando, reparar no monte de coisas que faço  por amigos que não fazem questão de se "mover" para estar comigo. Ninguém é obrigado a nada e o que não é feito de boa vontade não vale a pena, mas se repara bem, isso só agrava a situação. 
E lá estava eu sentado e chorando no banco da praça com ela me abraçando. Eu transbordava álcool e mágoa. Foi a terceira vez no dia que eu desejei não ter um coração. 
Antes de dormir desejei não acordar mais. Silenciosamente. Como um consolo e libertação de uma mudança que teria que fazer. E às 20:13 h do Sábado meu pedido não foi atendido e a única coisa que havia morrido era parte de mim que acreditava e esperava o melhor de todo mundo.

Aqui jaz minhas esperanças!







Share
Tweet
Pin
Share
No Comments




Meu corpo guarda os mistérios
da luz e das sombras.
O divino
Feminino e Masculino

Minha alma
carrega as sabedorias
além do tempo
Imortal

Sob o céu
me dispo do que me prende
Criando luz
onde não há

Mesmo no escuro
caminho pelo círculo
Um filho da lua
a escuridão não temerá!



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments

Dias depois de ter uma discussão um pouco forte com uma amiga minha, ainda fiquei intrigado se ela estaria chateada com o que eu disse. Ela então postou uma foto no Facebook, resolvi comentar a foto (que estava muito bonita) já pensando: "Se ela curtir o comentário, eu sei que ela não está chateada!".
De fato, ela não só curtiu como respondeu. No mesmo dia saímos sem ressentimentos.

Quem diria que o Facebook seria útil, hein?


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments

Às vezes a gente cansa de si mesmo, dá um tempo, mas acaba voltando. Muitas vezes para se cansar de novo.


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Eu já vi tantas partidas, fiz centenas de despedidas, vi promessas de retorno, abraços eternos antes de um adeus. Sorrisos em meio as lágrimas, lenços secando a dor da sensação da solidão.
Junto, o conforto de imaginar o melhor, desejar que o caminho seja calmo e a chegada maravilhosa.
Não ter de ficar atento às ruas na espera do "acaso". A surpresa será mais sincera.
Caminhos se cruzam, atalhos encurtam, a gente se perde, se encontra, mas o destino será o mesmo.
Dentre tantas partidas e centenas de despedidas me pergunto, quando serei eu quem irá partir?
Share
Tweet
Pin
Share
2 Comments

Me considero abandonado quando partem sem pensar duas vezes antes de me deixar só. Me considero egoísta por não querer que partam. Me considero humano por chorar na despedida. Mas me defendo tentando esquecer...


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments

No dia em que minha amiga me contou do falecimento do seu grande amor, ela me disse essas palavras:
"Se não era para ele ser meu, que pelo menos fizesse a gente terminar e não o tirasse de mim assim...".
Eu sabia que nada que eu dissesse poderia amenizar a dor e o vazio que ela estava sentindo.
O que eu sei é que naquela noite parte de mim doía e morria junto com a dela.
Mas se chegarmos a discutir justiças e injustiças o meu único pensamento é que a vida lhe deve uma alegria futura imensa por tamanha dor.



Share
Tweet
Pin
Share
1 Comments

Eu não sei o que falar... Tem muita coisa por aqui e honestamente não sei quais delas deveriam preencher esse branco com palavras. São desejos que queria que fossem lembranças e são lembranças que me pego desejando esquecer.
Uma calma desesperadora dentro desse quarto, por fora silêncio, por dentro um barulho ensurdecedor.
É um cansaço do ser, do querer e do fazer. É ver todos os ônibus partindo e restando apenas aceitar o adeus sem querer.

Mas há belezas em certos lugares, certas memórias que não me dão mais esperança, mas ainda me permitem existir.


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


É como estar sentado no banco de rodoviária. Não esperando, apenas sendo um expectador calado. Se cansando e olhando para os próprios pés, levantando a cabeça na falsa esperança de algo despertar interesse. Aquela existência silenciosa que insistem em dizer "necessária", mas que nunca é suficiente.
É como o meio termo de tudo. É o "0" numa escala, não é positivo nem negativo. São as palavras bonitas que cansam e não iludem mais.
Querer se reinventar por se sentir um rascunho que não deu certo, e não se sentir triste por perceber isso. Crescimento espiritual.
Não esperar mais nada de ninguém, não atribuir culpas desnecessárias. Aceitar como suas e apenas SUAS as expectativas de ser ou ter algo que nunca será seu. Não é de ninguém, mas ja pertenceu a alguém.
É como estar sentado no banco de rodoviária. Não esperando, apenas aceitando a falta de destino. Escrevendo centenas de "Adeus!".


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Se  as linhas das mãos fossem como caminhos, quando déssemos as mãos nossos caminhos finalmente se cruzariam? Seriam um?
Se um dia isso acontecer, por favor, não solte minha mão ou os caminhos solitários vão voltar e mais uma vez eu vou ficar sem rumo.



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Dias atrás eu entrei numa lanchonete e havia um cara sentado, cumprimentei algumas pessoas e toquei no ombro dele amigavelmente. Ele foi logo tirando a minha mão com um tapa e fazendo uma cara de nojo. Eu me assustei na hora, mas como eu estava bêbado não senti o quanto isso ia me afetar agora. Nunca demonstraram nojo de mim, não daquela forma, não na minha cara pelo menos.
A questão toda é que antes disso acontecer, houve uma sequência de situações onde eu falei muitas coisas que não deveria, mais uma vez acabei com minhas chances de conviver bem com quem eu gosto, mostrei a muita gente o meu pior lado. Eu demorei tanto pra me equilibrar, mas havia tanta coisa presa e parece que o caos resolveu sair de uma vez.
Enfim, o que eu quero dizer é que no final de tudo eu concordo com a reação de repulsa do cara. Ao final do dia eu quis fingir que eu não existia, só pra me sentir menos culpado pelas merdas que eu fiz. Coisas que
um "me desculpa" pode tranquilizar, mas não pode apagar.



Share
Tweet
Pin
Share
1 Comments
...para que tu me preencha novamente com piedade. E o vazio, mais uma vez, não me faça parte.


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Eu não sei nem por onde começar, Maysa.  Acho que eu posso dizer que perdi. Perdi um jogo que acreditava ser possível vencer. Sim, eu joguei sozinho. Ah, se eu tivesse escutado as previsões, todos os sinais e avisos.. Ninguém é culpado. Essas coisas acontecem e a gente evolui! O que importa é que senti. Vivi coisas, que achei não ia conseguir entender (e muitas ainda não entendo). Não faça essa cara, Maysa! Estou te dizendo que estou aceitando, oras!
Naquele dia, senti inveja de você, queria ter virado a mesa também, mas ao invés disso me levantei e saí. Eu não estava preparado. Hoje estou. - E não venha me julgar, porra!
Agora senti falta de beber contigo, naquelas tardes tristes, mas ao anoitecer nos sentimos felizes.
Agora não dói mais nada. Não adianta fazer essa cara de desdém, porque é a verdade. Eu só queria saber os porquês: O porquê de não ser possível. E o porquê de não ser bom o bastante.
Quando você voltar, isso já terá acabado. Acho que eu tenho que parar com essas cartas que você nunca responde. Hahahahah!

Bom, agora tenho que olhar pra frente e fazer algumas reformas aqui. Agora será mais fácil!

Beijos!



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments

Se corações felizes fossem como luzes, quantos ainda faltariam para iluminar essa cidade inteira?


*Contraponto: No escuro conseguimos ver melhor as estrelas...



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Eu não sei quantos de mim
se espalharam por aí.
Se encontrar algum, o perdoe.
Se estiver feliz, o abrace.

Não é igual ao eu de agora,
muito menos ao eu com você.

Vários de mim, sendo um.
Se desprendendo para ser
o que precisam,
o que podem.

Eu não sei quantos de mim
se espalharam por aí.
Não sei quantos restaram
para eu ser...

Mas ainda sou.



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments

Os deuses se banhando
no rio de vinho
enquanto a chuva lava
os pecados mortais.

O sol castiga, soberano
sobre o pranto dos que estão
presos nas sombras
nos braços de ninguém.

Os deuses nadam em lágrimas
o amor se afoga em distâncias
eu respiro em você.


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


De espadas cruzadas, a percussão visual.
A dança
na fronteira da morte.

Diante da mesa do rei,
os olhares,
o silêncio sedutor.
A queda dos véus.

O escuro descobre o sol
glorioso e presente.
A queda dos rubis.

Enquanto suspiravam pelo fim
a dança acabou
o rei jamais levantou.



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


O céu prateado de domingo...
Me fez perder a noção do tempo enquanto olhava suas formas, distorcidas pelo vento nas nuvens. Esperava reconhecer alguma coisa, mas fiquei feliz apenas com a calma que as formas se desfaziam.

Será que as nuvens também brincam de reconhecer nossas formas?
Me pergunto com o que eu me pareço agora...



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments

Eu sei que já disse muitas besteiras na minha vida, já me arrependi de muita coisa. Mas ás vezes gosto de gritar sinceridades...
Meu peito solta um impulso e as palavras tomam conta! Não sei se devo me arrepender, mas eu só tenho medo de machucar alguém.
Mas o que está feito, está feito!
Eu já aprendi tanta coisa e continuo aprendendo. Não sou ignorante. Não sou burro. Se eu não sei, eu procuro aprender!
Não me julgue tolo porque meu "cérebro" e "coração" estão ligados de alguma forma...
Eu vou abraçar quem precisa ser abraçado, a pessoa queira ou não!
Mas aqui estou eu de peito aberto novamente. Ninguém disse que seria fácil e eu to preparado!
Não adianta. Eu não vou fugir!
Quem me conhece já sabe!

Eu to contigo!




Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Era uma vez uma folha que de repente, numa tarde, se desprendeu de uma árvore. Como sua primeira
queda ela achou lenta e um pouco tediosa... Enquanto caía, em meio a brisa, começou a pensar em tudo o que havia visto durante sua estadia no galho da árvore.
Os apaixonados, que juraram amor eterno, enquanto as folhas se agitavam emocionadas com a mesma brisa que balançava os cabelos dos amantes.
Presenciou pessoas que pararam debaixo da sombra e entravam em comunhão com o mundo, de olhos fechados, essas pessoas não viam as folhas mas as sentiam mais do que aqueles que as tocavam realmente.
Quando, ainda na árvore, possuía um lugar privilegiado perto do topo. Ela viu cometas e estrelas cadentes que passavam, fez inúmeros desejos, os fazia com tanto fervor que nem se importava se não fossem realizados.
O céu, cheio de estrelas já foi teto para as noites em que todas as folhas paravam para escutar as histórias que as pessoas contavam debaixo da árvore. Vez ou outra se mexiam para espreguiçarem, mas logo o silêncio retomava.
Ela gostava dos dias de verão, se divertia vendo as pessoas correndo para debaixo das árvores, se encostando à procura de sombra. Para ela, o encostar era como um abraço.
Em meio aos devaneios, reparou que estava quase atingindo o chão e quando pensou que iria se sentir triste com o fim, na verdade se sentiu feliz pelas histórias que viu, das brisas durante as tardes e das estrelas cadentes carregando seus desejos. Aceitou o fim do seu ciclo.
E ali no chão não era apenas mais uma folha, era uma lembrança dos dias quentes, amores, abraços e cometas.


*Escrito em um guardanapo, numa mesa de bar. [Só pra constar]



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments

Queria registrar que hoje eu senti o sol, ri sem culpa, não pensei e nem esperei nada. Senti um pouco da  felicidade, raiva e da tristeza. Uma amostra de vida.


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments

"Você não vale nada. Você não esta só se destruindo, esta querendo levar todos ao seu redor. 
Não merece os amigos que tem. lembra dos seus amigos? Aqueles que você não consegue nem ajudar...   Tão inútil que não consegue nem se autodestruir de uma vez e livrar todo mundo do peso de lembrar de você.
Você não merece metade desses tais dons que possui, se acha artista? Só  porque alguém disse isso não quer dizer que seja verdade.  Essa sorte sua tem que acabar, é um desperdício de oportunidades. Você nãoo sabe amar e nem merece isso!  Fica correndo atrás do impossível. Um muro de concreto, impenetrável. Você nunca será bom o bastante! Pelo menos a isso você reage. A dor.
Pensa quantas vezes você deixou as pessoas na mão. Os inúmeros arrependimentos que tiveram por sua causa. Você se sente feliz? Não? Bom, isso se chama karma. O universo cobrando um preço pela sua existência imunda e desnecessária. 
Se afoga na filosofia de não comer animais, você se sente melhor com isso? Acha que isso vai te fazer menos culpado por sofrimentos alheios?  Tarde demais, cara. Tarde demais... Não se faça de coitado, você sabe que não é digno de pena e nem perdão!
Reparou que as pessoas.só aturam a sua companhia quando estão bêbadas? E as que não bebem, se afastam rapidamente. Até o fígado delas você afeta indiretamente.
O que?  Está pensando em recomeço? Pra que? Você esta preso no ciclo dos seus erros. A única diferença é que você conhece novas pessoas e as decepciona também. As mais espertas te abandonam antes disso, já as desavisadas...

Você não é relevante, nem inteligente pelo menos. Se eu fosse você desistiria da felicidade, ninguém vai te salvar, não há nada sobrenatural ou divino olhando por ti. Você pode começar a noite acompanhado, mas pela manhã sempre acordará sozinho.  Até o seu aguardado fim!"


 Assinado: A Realidade


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments

Em 6 dias limitado em casa eu decidi aceitar o que recebo e reagir da minha maneira. Os "machucados internos" eram criados apenas por mim, por motivos absurdamente ridículos. Não vou me perder novamente! Afinal, tive trabalho pra expulsar aqueles pensamentos ruins, pra eles decidirem voltar...
Que todas as energias ruins se dissipem junto com quem as emana. Sem caos nesse ciclo!

♥


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments

Lendo esses textos que escrevo e publico aqui, percebo o quão patético eles soam, o que me leva a ver que eu sou patético já que eles saem de mim. Sim. Parecem aqueles roteiros em filme onde tem alguém "pseudo intelectual" que escreve ou pensa de maneira estranha, então em uma cena expõem seus pensamentos diretamente para a câmera ou como narrador...
Eu não quero ser filósofo sem utilidade, porque a única filosofia aqui (se é que podemos chamar de filosofia) é a de mim mesmo. É a porra da minha vida. É uma jornada de autoconhecimento que talvez seja inútil já que o que eu senti hoje não vai ser o mesmo de amanhã. Eu mudo a cada hora, a cada dia. Com dores e alegrias maiores ou menores.
Não deveria ser a tarefa de outra pessoa me descobrir? Essa não deveria ser a função de quem faz meu coração pular uma batida? Não, né? Foi o que eu pensei...
Estou cansado de me analisar, mas entretanto a única coisa que eu conheço e convivo mais sou eu, então...  No fim, eu to preso a mim!

*Alternativa para o título: "Filósofo de Merda"
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Sentado na calçada com uma amiga, depois de ter compartilhado nossas frustrações dos últimos dias, não pude deixar de dizer: "Nós 2 estamos quebrados. Até demais". Ela riu, mas no silêncio seguinte eu senti ela concordar. Cada um com sua dor diferente e esperando algo igual: a cura.

Sobre os amores correspondidos e ao mesmo tempo impossíveis ela disse: "A gente não tem sorte no amor MESMO!" - E eu vou logo corrigindo: "A gente tem mais sorte que muita gente, eu acho, somos correspondidos pelo menos." - Então ela completa: "O caso, é que eles começam azarados, mas quando começa a dar certo o negócio vai pra frente...".
Depois que entendi o ponto de vista: "E a gente tem a sorte de ser correspondido e ficamos no mesmo lugar...".
Eu a abracei no portão da sua casa e fui embora, tentando não pensar em nada. Apenas em colocar um pé na frente do outro.



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Um abraço simples. Um alinhamento de 2 planetas. Um forte abrigo que sempre cabe mais um!

:)



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


O girar incansável nessa cadeira, o bater frenético dos pés e pernas inquietas no chão. olhar o celular minuto a minuto. Inquietações...

Abrir a pasta de músicas, não se decidir, mudar uma por uma a cada final por não ter paciência de colocar no aleatório do Media Player.

Encarar a tela do PC, ignorando todo o trabalho pela frente, imaginando o distante, que talvez pode estar perto.

Pensar mil frases de efeito, não publicar nenhuma. O medo do clichê. O medo de se repetir na história. O medo de ser só mais um.

Olhar as formiguinhas invasoras em cima da mesa, fazê-las mudar o trajeto, se sentir poderoso quando faz isso, se sentir minúsculo quando fazem isso com você.

Tudo são reflexos da inquietação, da ansiedade, em apenas uma manhã de Sexta. Em apenas meio dia. Em apenas meia vida de um dia.


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Assim que essas nuvens escuras se dissiparem, a minha perna vai parar de tremer debaixo dessa mesa com toda essa inquietação. Me alcance antes da partida ou diga adeus antes que essa Roleta Russa de decisões me atinja.  Depois do pôr do sol, ao virar dos copos, antes do amanhã, me atire o seu maior sonho!


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Ainda olhando o caderno achei um texto perdido pelas folhas. Acho que ele deve ser de 4 meses atrás (ou mais). Eu realmente não lembro o motivo, mas posso imaginar alguns. Ele é quase o oposto desses meus últimos dias. Agora, pelo menos, entra um pouco de luz pela janela...

---


Não sei porque sinto essa angústia aqui dentro. Eu me sentia tão empolgado como uma criança que descobre que vai ganhar o presente dos sonhos, mas no final eram só promessas.
Fico pensando como será trágico o fim. Um fim sem começo. Um fim triste e unilateral. Preferia ser espancado, para não sentir tal dor na alma.
Me sinto carregado ao fundo do rio com um apedra amarrada ao peito. Pesado e vazio. Chega uma hora que não dá pra lutar mais.
Quantas vezes se pode afogar em um sonho e acordar com água nos pulmões? Sinto isso a vida toda.



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Olhando as folhas de meu caderno achei um poema de tempos atrás que não havia publicado. Não lembro o porquê, talvez não estava terminado ou simplesmente não estava/está bom. Mas vou publicar porque de alguma forma ele merece.

---


Janela fechada,
para eu não ver o mundo
ou o mundo não me ver?

Porta trancada,
a vida não irá passar;
por aquele portal
você nunca irá entrar.

No escuro o teto se esconde
encaro o infinito.
O corpo descansa, a mente trabalha
Nos sonhos, um campo de batalha.


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Se algum dia você bebeu e então teve uma conversa sincera com alguém, então você pode conhecer aquela sensação no dia seguinte - bom, não sei se é bem uma "sensação" - é quando você mistura o real com o sonho. E então surge a pergunta: "Isso é real?".
Se a conversa tiver sido uma coisa muito boa então a "sensação" terá um impacto diferente, seguido pelo desejo de que tudo aquilo fosse real: "Será? Tomara!".
A primeira vez que senti isso fiquei com medo de que realmente tivesse acontecido, ou pior, que NÃO tivesse acontecido. Se tivesse, seria um choque, é raro coisas boas acontecerem (comigo).
Na segunda vez eu consegui desejar, com força, que fosse verdade.
Já na terceira vez, eu tive a certeza de que era real. Acredita?

...

Naquela manhã eu acordei, no meu quarto, suando e com flashes da noite anterior, flashes que pareciam tapas na cara. Deixei escapar um sorriso, tentei ter certeza se poderia continuar sorrindo ali, deitado. Seria real?
Procurei o meu celular ao redor da cama, uma bagunça que me entende. Eu o achei, estava quase descarregando, mas nada nele me fez ter certeza de que eu poderia continuar com aquele sorriso estampado. Mas aquela batida acelerada no peito funcionava como um "sim". Inaudível e presente. Eu corri para o banheiro, queria ser o primeiro a ver aquela coisa rara numa manhã de segunda-feira: Alegria! Ela poderia ter ficado mais presente, se eu não tivesse uma reunião em menos de 30 minutos.
Mas eu tinha uma certeza, naquele dia, eu senti que poderia dizer: "Bom dia!".


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments



daquela respiração profunda de alguém acordando do meu lado

do som ao abrir uma lata de cerveja/refrigerante

de conversas malucas

de fechar os olhos no meio de uma estrada vazia

de abraços sinceros

da batida de um coração acelerado

de ver nuvens viajantes

da cor de um fim de tarde

de mãos que se encaixam

de saber

de chegar

de lembrar

de dizer

de você!



Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Haviam belos sons.
Havia o vazio, visivelmente amplo, mas que não cabia ninguém.
Um espaço invisível, mas preenchido por coisas que eu não sei.
Me movia com o som e falava com as paredes de vidro.

Abraçava cada copo e palavras que surgiam, então as risadas saíam, faziam seu efeito e se desmanchavam.

De olhos fechados eu me fazia 2 perguntas:
- Quem eu sou?
- Por que eu estava alí?

E a cada vez que tentava responder era como se gritassem a palavra "ERRADO". Fazendo todas as alternativas frustrantes. Então percebi que havia me perdido novamente. No inferno de espelhos onde meu reflexo me olhava com desdém.

Em apenas uma noite eu me perdi, me puni e lamentei falhas.
Em apenas uma noite eu me encontrei, me perdoei e armei com um espelho para relembrar quem eu sou.


Share
Tweet
Pin
Share
No Comments


Eu to cansando de contar a mesma história para as mesmas pessoas e pra quem quer que seja. Eu to cansado da história, é isso! Estou cansando da história...

Não vou falar que história é, você não leu o que eu acabei de escrever? Eu to cansado!

Já chegou um ponto em que você simplesmente implorou por uma amnésia repentina? Desde hoje de manhã eu estou assim. Não se trata de não saber lidar com culpa, eu não tenho nada pra me sentir culpado, pelo menos não me lembro (opa! Acho que ta funcionando).

Eu só to escrevendo pra não ter que conversar. Eu não queria conversar e tentar explicar uma coisa que nem eu sei o que é. Oh, eu só espero que não tenha que lidar com isso amanhã novamente!

Minha cabeça dói. Se não for por causa das memórias, talvez seja por causa da garrafa de vinho que acabei de beber sozinho. Ai!

Estou relendo isso e cada parágrafo desse está sem sentido, mas tudo bem. O importante é eles estarem aí, para me lembrar de não escrever mais nada, enquanto "levemente" bêbado.

Se alguém souber de alguém que queira praticar lobotomia, bom, me indique! Muitíssimo obrigado!
Share
Tweet
Pin
Share
No Comments
Aventuras Recentes
Aventuras Antigas

Sobre o Desaventureiro

Oi! Eu sou o Tarick, sou mineiro e ilustrador. Este blog contém pensamentos, sensações e lembranças que transformo em textos e poemas. Eu descobri que posso ser aventureiro sem sair do lugar, explorando ideias e mundos literários. Por isso criei o Desaventureiro. Um espaço para viajarmos juntos! Preparados? Vamos mesmo assim!

Conheça Mais

  • Pinterest
  • Facebook
  • Instagram

Posts Recentes

Escolha a Aventura

  • ►  2020 (3)
    • ►  junho (3)
      • ►  jun. 19 (1)
      • ►  jun. 11 (1)
      • ►  jun. 03 (1)
  • ►  2018 (1)
    • ►  abril (1)
      • ►  abr. 25 (1)
  • ►  2017 (1)
    • ►  março (1)
      • ►  mar. 14 (1)
  • ►  2016 (2)
    • ►  julho (2)
      • ►  jul. 12 (1)
      • ►  jul. 07 (1)
  • ►  2015 (6)
    • ►  agosto (1)
      • ►  ago. 31 (1)
    • ►  julho (1)
      • ►  jul. 06 (1)
    • ►  junho (1)
      • ►  jun. 16 (1)
    • ►  março (1)
      • ►  mar. 10 (1)
    • ►  janeiro (2)
      • ►  jan. 18 (2)
  • ▼  2014 (34)
    • ▼  dezembro (2)
      • ▼  dez. 28 (1)
        • Feliz Era o Homem de Lata
      • ►  dez. 03 (1)
        • Divinus
    • ►  outubro (2)
      • ►  out. 29 (1)
        • Utilidade do Facebook #1
      • ►  out. 27 (1)
        • Canse
    • ►  agosto (2)
      • ►  ago. 13 (1)
        • Uma Passagem, Por Favor
      • ►  ago. 08 (1)
        • Aleatório #6
    • ►  julho (2)
      • ►  jul. 29 (1)
        • In Memoriam
      • ►  jul. 13 (1)
        • Aleatório #5
    • ►  junho (1)
      • ►  jun. 06 (1)
        • Em Ponto
    • ►  maio (3)
      • ►  mai. 21 (1)
        • Linhas
      • ►  mai. 12 (1)
        • Impulsos e Repulsos
      • ►  mai. 06 (1)
        • Imploro...
    • ►  abril (6)
      • ►  abr. 28 (1)
        • Para Maysa II
      • ►  abr. 24 (1)
        • Sobre Corações...
      • ►  abr. 16 (3)
        • Variáveis
        • Sem Título
        • A Dança dos Reis
      • ►  abr. 07 (1)
        • Céu Prateado
    • ►  março (7)
      • ►  mar. 23 (1)
        • Para Você
      • ►  mar. 21 (1)
        • O Breve Conto de Uma Folha
      • ►  mar. 20 (1)
        • Aleatório #4
      • ►  mar. 17 (1)
        • Carta Para Mim
      • ►  mar. 06 (1)
        • Aleatório #3
      • ►  mar. 04 (2)
        • Filósofo de Mim
        • 2 Quebrados e 1 Calçada
    • ►  fevereiro (7)
      • ►  fev. 24 (1)
        • Sobre Abraços
      • ►  fev. 21 (1)
        • Em Apenas Meio Dia
      • ►  fev. 20 (1)
        • Aleatório #2
      • ►  fev. 19 (2)
        • Texto Perdido: Um Fim Sem Começo
        • Poema Achado
      • ►  fev. 17 (1)
        • Real + Relato do Incomum
      • ►  fev. 14 (1)
        • Eu Gosto...
    • ►  janeiro (2)
      • ►  jan. 31 (1)
        • O Conto Perdido
      • ►  jan. 07 (1)
        • Após Uma Garrafa Vazia
  • ►  2013 (27)
    • ►  dezembro (3)
      • ►  dez. 27 (1)
      • ►  dez. 22 (1)
      • ►  dez. 08 (1)
    • ►  novembro (2)
      • ►  nov. 29 (1)
      • ►  nov. 01 (1)
    • ►  outubro (3)
      • ►  out. 17 (1)
      • ►  out. 14 (1)
      • ►  out. 02 (1)
    • ►  setembro (5)
      • ►  set. 16 (1)
      • ►  set. 07 (1)
      • ►  set. 01 (3)
    • ►  agosto (1)
      • ►  ago. 29 (1)
    • ►  julho (12)
      • ►  jul. 28 (2)
      • ►  jul. 26 (1)
      • ►  jul. 19 (1)
      • ►  jul. 17 (1)
      • ►  jul. 07 (1)
      • ►  jul. 03 (2)
      • ►  jul. 02 (2)
      • ►  jul. 01 (2)
    • ►  junho (1)
      • ►  jun. 30 (1)

LOJA

Studio na Colab55

Created with by ThemeXpose | Distributed By Gooyaabi Templates